
O tema principal da obra do crítico de arte inglês John Ruskin foi uma teoria da percepção, cujo objetivo era o ensino do desenho considerado como parte da política industrial londrina do século XIX. No Brasil, podemos encontrar a influência do trabalho de Ruskin no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (fundado em 1886 pelo arquiteto Joaquim Béthencourt da Silva), que tinha como sócio honorário o escritor Rui Barbosa, leitor de Ruskin. Muitas das ideias ruskinianas influenciaram o método de ensino do desenho no Liceu, que pretendia transformar a cidade do Rio de Janeiro em uma obra de arte. Neste livro, Claudio Silveira do Amaral abre a possibilidade para a revisão das experiências arquitetônicas brasileiras baseadas na concepção da estética ruskiniana, procurando problematizar e rediscutir os alicerces teóricos de nossa sociedade industrial.
É mestre (1995) e doutor (2005) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; arquiteto e urba¬nista (1979) pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCCamp. Atualmente é pro¬fessor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Bauru. Atua na pesquisa dos seguintes temas: Pedagogia da Arquitetura, Teoria e História da Arquitetura, Espaços do Trabalho.