PREÇO
R$ 59,00
ISBN: 9788571398955
Assunto: Artes, Ciências, Tecnologia
Idioma: Português
Formato: 16 x 23cm
Páginas: 570
Edição:
Ano: 2009
Acabamento: Brochura com orelhas
Peso: 830g

ARTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
 
 
ARTE, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
PASSADO, PRESENTE E DESAFIOS

AUTOR(ES):
DOMINGUES, DIANA (Org.)


SINOPSE:
Este livro, com foco histórico na relação entre arte, ciência e tecnologia, é o 
resultado do esforço coletivo de especialistas internacionais em muitas disciplinas, 
atuantes em variados campos de conhecimento, atendendo ao convite recebido para 
realizar uma publicação no Brasil, somada a outras publicações internacionais, em 
diversos formatos de textos e material multimídia e em línguas diversas, organizadas 
pelo International Publication Committee, presidido por Roger Malina, ligado ao evento 
que se realizou em 2005, REFRESH! The First International Conference on the Histories 
of Media, Art, Science and Technology, com curadoria-geral de Oliver Grau. A antologia 
inclui convidados especiais que são referência histórica da relação entre arte, ciência 
e tecnologia no Brasil. O objetivo é colocar na história da arte, em nosso país, os 
elementos necessários e as estratégias que configuram as teorias desse campo de 
conhecimento, bem como artistas, instituições, tipos de documentação, a relação com os 
espaços de exposição/museus e coleções, metodologias adequadas ao estudo, especialmente 
pelas abordagens historiográficas, discussão de problemas científicos e as influências 
recíprocas nas trocas entre arte, ciência e tecnologia.

ORELHAS:
A arte digital - filha da tecnologia - ainda não entrou pela porta principal dos museus 
de belas-artes, nem tem merecido reconhecimento por parte da história da arte 
contemporânea. Por que tanta demora nessa aceitação? Pela resistência à tecnologia. Mas 
também porque a arte digital coloca em suspenso todo um sistema que abrangia um certo 
tipo de imagens, bem como seus produtores. Não obstante, a suposta estabilidade da arte 
estava sendo minada a partir de várias frentes. Vejamos algumas.

Agora, assumidamente, assistimos à crise da representação, produto do pensamento 
analógico. Entretanto, isso não é novidade. Em 1917, o biólogo e matemático D´Arcy 
Thompson, em seu clássico On Growth and Form, já havia apontado para o papel da ciência 
e da tecnologia como determinantes da forma e da estrutura dos organismos vivos, apesar 
de que a ciência emprega fórmulas que não são visuais.

Além disso, hoje, aceita-se a contaminação entre formas de diversas linguagens 
(antecipação do hiperlink?); recorre-se a materiais que não são nobres à fragmentação 
da imagem pelo advento da collage; ao emprego de suportes que não são o tecido, nem o 
papel, o bronze, ou o mármore, fazendo com que tudo se torne útil, inclusive a tela. E 
não só isso: a arte foi se tornando efêmera. Frank Gehry limita-se apenas a esboçar 
seus projetos, uma vez que os programas digitais conseguirão racionalizá-los. Poder-se-
ia pensar que a perspectiva deixou de ser prospectiva.

E o que dizer da história da arte contemporânea? Tratar da história da arte 
contemporânea não seria incorrer em um oxímoro? O certo é que já se tem começado a 
teorizar em torno de uma antropologia das imagens (Hans Belting) e a elaborar histórias 
das imagens vinculadas ao que se costuma chamar de "estudos visuais" (Mieke Bal, WJT 
Mitchell e outros) como resposta à história da arte convencional e 
ao "ocularcentrismo". E, neste contexto, a arte digital tem um lugar na arte 
contemporânea.

Arte, ciência e tecnologia fornece provas definitivas disso, para benefício dos 
leitores. A organizadora deste livro selecionou com inteligência 28 ensaios escritos 
por alguns dos mais notórios pesquisadores, criadores e estudiosos na área da 
artemídia, ou seja, net.art, arte interativa, genética e telemática; e também robótica, 
a-life e nanotecnologia.

Esses ensaios submeteram a arte digital a uma abordagem enriquecedora e sob os mais 
diversos ângulos. Do conjunto, apreende-se, com absoluta nitidez, que os computadores 
ampliaram os horizontes da criatividade. E que, como desejava Proust, na arte "não há 
nada de novo, há novas formas de vê-la". Ou de fazê-la.


Quarta capa

"As artes, ciências e tecnologias representam diferentes modos de ser e agir no
mundo. Muitas pessoas, por meio de sua prática criativa, escolhem entrelaçar essas
diferentes abordagens..."
Roger F. Malina

"Há uma grande diferença entre a arte que se produz hoje, esculpindo os produtos
'imateriais' da tecnologia, e a primeira revolução da modernidade, as vanguardas
do início do século. Enquanto estas últimas atuavam no âmbito de uma pequena
elite cultural, constituindo um segmento mais ou menos autônomo dentro da sociedade 
[...], hoje, as artes produzidas no coração das mídias e das tecnologias colocam o 
artista no centro das engrenagens de poder, ao mesmo tempo que afetam diretamente os 
modos de produção e consumo, comunicação e controle da sociedade como um todo."
Arlindo Machado

"Uma grande reviravolta operou-se no cenário da arte tecnológica com a assimilação da 
informática pelos artistas de várias áreas. Cada vez mais atuantes e imprescindíveis em 
ilimitados aspectos da sociedade moderna, os computadores digitais logo foram 
assimilados e pesquisados pelo pensamento da arte. As máquinas "cerebrais" tornaram-se 
instrumento de novas formas de inventividade e também passaram a influenciar nas formas 
de arte em vigor."
Walter Zanini

"A tecnologia é um ingrediente da cultura contemporânea sem o qual ciência,
arte, trabalho, educação, enfim, toda a gama da interação social tornar-se-ia 
impensável."
Lucia Santaella


Sobre a autora

Diana Maria Gallicchio Domingues é Pós-doutora pelo ATI - Art & Technologies de 
l´Image, Université Paris VIII e Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. 
Artista, pesquisadora nível 1 CNPq, professora colaboradora na Universidade de 
Brasília -  Pós-Graduação em Arte - Linha de pesquisa Arte e Tecnologia. Entre livros 
de autoria individual ou organizados publicou títulos de referência como: Arte e vida 
no Século XXI: Tecnologia, Ciência e Criatividade, UNESP, 2003; Criação e 
Interatividade na Ciberarte, Experimento, 2002; A Arte no Século XXI: a Humanização das 
Tecnologias, UNESP, 1997. 

SUMÁRIO:
APRESENTAÇÃO/AGRADECIMENTOS

INTRODUÇÃO
1 LEONARDO OLHANDO PARA A FRENTE: FAZENDO A HISTÓRIA E ESCREVENDO A HISTÓRIA
Roger F. Malina
2 INICIANDO REFRESH! ALÉM DA CULTURA - ARTE GLOBAL
Sarah Diamond
3 REDEFININDO FRONTEIRAS DA ARTE CONTEMPORÂNEA:PASSADO, PRESENTE E DESAFIOS DA ARTE, 
CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA HISTÓRIA DA ARTE
Diana Domingues

PARTE 1 - TECNOLOGIAS E INTERATIVIDADE: HISTÓRIA E ARQUEOLOGIA
4 A PASSAGEM DO MATERIAL PARA A INTERFACE
Louise Poissant
5 É PROIBIDO NÃO TOCAR: ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE (PARTES ESQUECIDAS DA) HISTÓRIA DA
INTERATIVIDADE E DA VIRTUALIDADE
Peter Weibel
6 TWIN-TOUCH-TEST-REDUX: ABORDAGEM ARQUEOLÓGICA DA MÍDIA PARA ARTE, INTERATIVIDADE E 
TATIBILIDADE
Erkki Huhtamo
7 HISTORICIZAR ARTE E TECNOLOGIA: FABRICAR UM MÉTODO E ESTABELECER UM CÂNONE
Edward A. Shanken

PARTE 2 - IMAGEM - TECNOLOGIAS - ESTÉTICAS - PROCESSOS
8 NÃO EXISTEM MÍDIAS VISUAIS
W. J. T. Mitchell
9 MÁQUINA E IMAGINÁRIO
Arlindo Machado
10 A IMAGEM HOJE: ENTRE PASSADO E PRESENTE
Annateresa Fabris
11 PATRIMÔNIO DIGITAL
Rudolf Frieling
12 DO FILME À ARTE INTERATIVA: TRANSFORMAÇÕES NA ARTEMÍDIA
Ryszard W. Kluszczynski
13 LEMBREM A FANTASMAGORIA! POLÍTICA DA ILUSÃO DO SÉCULO XVIII E SUA VIDA APÓS A MORTE 
MULTIMÍDIA
Oliver Grau
14 IMAGEM, PROCESSO, PERFORMANCE, MÁQUINA: ASPECTOS DE UMA ESTÉTICA DO MAQUÍNICO
Andreas Broeckmann
15 PRÁTICAS COLABORATIVAS TRANSDISCIPLINARES EM CIBERARTE: DA MULTIMÍDIA ÀS INSTALAÇÕES 
EM SOFTWARE ART
Diana Domingues e Eliseo Reategui

PARTE 3 - ARTE, REDE, EXPOSIÇÃO E COTIDIANO
16 EXISTE AMOR NO ABRAÇO TELEMÁTICO?
Roy Ascott
17 A ARTE DE COMUNICAÇÃO TELEMÁTICA: A INTERATIVIDADE NO CIBERESPAÇO
Walter Zanini
18 O MITO DA IMATERIALIDADE: APRESENTAR E PRESERVAR NOVAS MÍDIAS
Christiane Paul
19 A ARTE DOS DISPOSITIVOS [DEVICE ART]: UMA NOVA ABORDAGEM PARA A COMPREENSÃO DA 
ARTEMÍDIA JAPONESA CONTEMPORÂNEA
Machiko Kusahara

PARTE 4 - AUTOMATIZAÇÃO, EVOLUÇÃO E BIOMORFISMO
20 AUTOMATIZAÇÃO DE TÉCNICAS FIGURATIVAS: RUMO À IMAGEM AUTÔNOMA
Edmond Couchot
21 ABSTRAÇÃO E COMPLEXIDADE
Lev Manovich
22 UM NOVO TERRITÓRIO DE PROPORÇÕES (IN)HUMANAS 
Annick Bureaud
23 ECTOGÊNESE E MÃE COMO MÁQUINA
Irina Aristarkhova
24 AUTOMAÇÃO ISLÂMICA: UMA LEITURA DO LIVRO DE AL-JAZARI, The Book of Knowledge
of Ingenious Mechanical Devices (1206)
Gunalan Nadarajan
25 INSTITUTO DE TECNOZOOSEMIÓTICA - ELEMENTOS DE TECNOZOOSEMIÓTICA
Louis Bec
26 CIÊNCIA E ARTE - OLHANDO PARA TRÁS/OLHANDO PARA A FRENTE
Stephen Wilson
27 A SEMIOSE DA ARTE DAS MÍDIAS, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Lucia Santaella
28 TORNAR CRÍTICOS OS ESTUDOS EM NOVAS MÍDIAS
Timothy Lenoir

SOBRE OS AUTORES

ÍNDICE
Untitled Document

Portal Unesp   |   Fundunesp   |   Fundação Vunesp   |   Plano Nacional do Livro e Leitura   |   Contato

Fundação Editora da UNESP

Praça da Sé, 108
- Cep 01001-900 - São Paulo - SP
Fone: + 55 11 3242-7171 - Fax: + 55 11 3242-7172
Desenvolvido por PentecWeb