PREÇO
R$ 32,00
ISBN: 8571395918
Capa: ISABEL CARBALLO
Assunto: Educação, Política, Sociologia
Coleção: Mauricio Tragtenberg
Idioma: Português
Formato: 14 x 21cm
Páginas: 240
Edição:
Ano: 2005
Acabamento: Brochura
Peso: 290g

ADMINISTRAÇÃO, PODER E IDEOLOGIA
 
 
ADMINISTRAÇÃO, PODER E IDEOLOGIA

AUTOR(ES):
TRAGTENBERG, MAURÍCIO


SINOPSE:
Obra indispensável e singular na crítica da administração, proporciona subsídios para a 
compreensão do capitalismo contemporâneo. De leitura proveitosa a todos que valorizam o 
trabalho humano, o autor apresenta uma análise crítica do papel das grandes corporações 
no Mercado - eixo da grande reorganização do capitalismo após a crise econômica mundial 
dos anos 70. Aborda: a nova exploração do trabalho que mudou as formas disciplinares do 
capitalismo; a internacionalização da economia na tendência da condução das políticas 
governamentais; as atividades artísticas e culturais através do mecenato; a decisão 
sobre os rumos da pesquisa científica, o trabalho e suas teorias participativas, como a 
co-gestão, ideologia que procura encobrir novas práticas de exploração, incidindo sobre 
a criatividade social da classe trabalhadora; a questão do ser político do trabalhador 
que as políticas de Recursos Humanos das empresas querem subjugar e neutralizar, 
recorrendo à psicologia e à sociologia, que buscam reduzir o político ao psicológico.

ORELHAS:
Quem quiser compreender o capitalismo contemporâneo, pode começar com a leitura desta 
obra de Maurício Tragtenberg, que, já em 1980, faz a análise crítica do que viria a ser 
o eixo em torno do qual se realizaria a grande reorganização do capitalismo após a 
crise econômica mundial dos anos 70 e que só assumiria contornos mais definidos nos 
anos 90: o papel central das grandes corporações na condução da vida social, a que hoje 
se dá o nome de Mercado; a separação entre propriedade e controle do processo 
econômico, conferindo aos gestores tecnocratas um poder econômico e político inaudito; 
e as novas formas de exploração do trabalho, calcadas, cada vez mais, no componente 
intelectual do trabalho, provocando uma mudança substantiva nas formas disciplinares do 
capitalismo. Logo no primeiro capítulo, Tragtenberg apresenta um quadro social e 
político, em que a "internacionalização da economia comandada pelas grandes 
corporações, se faz e se afirma acima dos Estados nacionais", levando-as a "influir na 
totalidade do social", na medida em que, nos diz o autor, elas tendem a conduzir as 
políticas governamentais, as atividades artísticas e culturais através do mecenato e a 
decidir sobre os rumos da pesquisa científica. Com base na obra dos primeiros ideólogos 
do capitalismo contemporâneo, P. Drucker, A. Berle, E. Mason, entre outros, 
Tragtenberg, faz a crítica das forças sociais e da ideologia que, desde os anos 50, já 
vinham se desenvolvendo e que se mostraram decisivas na conformação das formas atuais 
do capitalismo. Na esfera do trabalho, são as teorias participativas, incluindo a co-
gestão, detalhadamente analisada pelo autor, a base da ideologia que busca encobrir 
novas práticas de exploração, incidindo, sobretudo, sobre a criatividade social da 
classe trabalhadora. Mas Tragtenberg não pára aí, vai além, introduzindo a questão do 
ser político do trabalhador que as políticas de Recursos Humanos das empresas querem 
subjugar e neutralizar, recorrendo à psicologia e à sociologia que, por elas 
instrumentalizadas, buscam reduzir o político ao psicológico, entendido este como 
expressão de idiossincrasias pessoais. Grande obra não é aquela que esgota um dado 
tema, ainda que isso fosse possível. Tampouco é aquela que se ocupa das questões que as 
mídias jornalística e acadêmica definem como importantes. A obra, assim como o autor, 
da qual não podemos prescindir, é aquela que antecipa análises acerca de formas sociais 
ainda embrionárias e que elege como objeto a ser investigado aquilo que, em geral, 
sequer foi ainda percebido como problema. Se assim é, então temos em Administração, 
poder e ideologia um autor e uma obra imprescindíveis. Registro aqui o meu tributo a 
este homem (e à sua obra), de quem sou uma admiradora constante, pois foi ele, afinal, 
quem me conduziu à dúvida. (Lúcia Bruno) 


Quarta capa

No livro Administração, poder e ideologia, de Maurício Tragtenberg, o leitor 
depara com o percurso completo da atuação da grande empresa em nosso tempo. Os 
executivos, os dirigentes, a formação na corporação empresarial, sua filantropia e seu 
paternalismo, sua "alma" e "função social", o uso da psicologia e da sociologia 
corporativas são considerados de forma erudita e clarividente, com antecipação de 
décadas em relação a muitas discussões hoje em voga. Estas considerações fundam-se em 
fontes seguras, plurais e específicas. Nas páginas do livro acham-se também as origens 
e os funcionamentos empresariais da co-gestão e do participacionismo, com seus 
princípios e conselhos na Alemanha, na Bélgica e na França. Sobre a co-gestão e o 
participacionismo há importante bibliografia e documentos legais anexos, como a "Lei 
Constitucional Alemã" e a "Lei de encorajamento à constituição de um capital pelos 
trabalhadores". Causam forte impressão, pela atualidade da pesquisa e por sua 
amplitude, os capítulos relativos à exploração do t

SUMÁRIO:
Apresentação

1 a ideologia administrativa das grandes corporações

2 A co-gestão e o participacionismo ou "Alice no país das maravilhas"

Manipulação das contradições

Co-gestão e participação

Conclusões

Programa mínimo da Confederação dos Sindicatos Alemães

Bélgica: a prática "participacionista"

França: participacionismo simbólico e julgamento sobre a co-gestão

Apêndice

3 Exploração do trabalho I

Greves espontâneas no outono de 1969, na República Federal Alemã, e a lei de 1952, 
sobre contratos coletivos

A lei de 1951 sobre a co-gestão operária nos conselhos de administração e na direção 
das empresas mineradoras e siderúrgicas

4 Exploração do trabalho II

Brasil

Argentina

Bolívia

Conclusão

Referências bibliográficas
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