SINOPSE:
Apresenta uma proposta metodológica de formação e de avaliação de trabalhadores que usa
o computador dentro de uma perspectiva em que a habilidade de uma organização não é
medida pelo que ela sabe, mas pela maneira como ela aprende.
ORELHAS:
Ao iniciarmos o trabalho de gestão do conhecimento em nossa empresa com a coordenação
do Prof. Dr. Klaus Schlünzen Junior e sua equipe da UNESP, de Presidente Prudente-SP,
tínhamos como expectativa que seria um trabalho mais próximo ao acadêmico, mas assim
mesmo, de utilidade em sua aplicação prática.
Pensávamos dessa forma, porque tínhamos em mente uma visão errônea da Universidade e
seus docentes, então constituída de uma elite ou casta superior com alto nível de
conhecimento, porém isolada e distante da comunidade.
Foi com surpresa e satisfação que, durante o desenrolar dos trabalhos, verificamos o
quanto estávamos sendo injustos com essa distorção de imagem. Na atual conjuntura,
constatamos que a UNESP tem toda uma nova geração de docentes de nível elevado,
empenhados em estabelecer e desenvolver parcerias com a comunidade, alargando os
vínculos e abrindo as portas para a democratização e a expansão dos seus conhecimentos,
contribuindo, assim, para o desenvolvimento do país.
Enganamo-nos também quando pensávamos que a gestão do conhecimento era um assunto
pertinente e restrito a algumas megaempresas de setores de atividades complexas, tais
como a indústria automobilística, eletroeletrônica, de computação e outras.
Acreditávamos que haveria dificuldades na implantação do método em nossa empresa, por
apresentar um desnível cultural regional e por estarmos distantes dos grandes centros,
e, conseqüentemente, com uma formação de cultura industrial conservadora e
ultrapassada, principalmente por estarmos numa região predominantemente agropecuária,
sendo, portanto, difícil a aceitação de conceitos modernos, como aquele que diz "o
poder econômico e de produção de uma empresa moderna está mais nas capacidades
intelectuais e de serviços do que em seus ativos imobilizados, como terras, prédios,
instalações e equipamentos" (Drucker).
Assim, constatamos que apesar de termos diversas barreiras à modernidade em nossas
mentes, elas seriam facilmente removidas com as aplicações de um ferramental que foi
extremamente simplificado pelo Prof. Dr. Klaus, de modo a aplicar toda uma série de
novas técnicas de organização industrial. Uma outra conseqüência favorável que
visualizamos foi a possibilidade de termos a chance e a oportunidade de superar uma
série de barreiras organizacionais, inerentes a uma estrutura de empresa familiar da
era industrial, para uma empresa bem organizada da era da informação.
Em seu livro, o professor Klaus apresentou, de forma bem clara, a sistemática do
aprendizado com processo de formação auto-sustentável, utilizando ferramenta
computacional construtivista, fazendo que a matéria complexa torne-se simples,
permitindo ao funcionário de chão de fábrica passar a desenvolver suas atividades
intelectuais, utilizando-o como agente multiplicador do conhecimento.
O referido método permite que se ultrapassem os limites do conhecimento explícito da
empresa, com seus manuais e normas de procedimentos, para o conhecimento tácito da
experiência dos funcionários. No momento em que se englobaram o método cognitivo, o
procedimental e o desempenho com a ampliação de escopo para análise do aspecto
emocional e afetivo, possibilitou-se a conversão do conhecimento tácito em explícito.
Assim, houve a junção dos conhecimentos visíveis e invisíveis da empresa, havendo a
sistematização de forma abrangente dos valores, dos ideais, das emoções e dos
sentimentos, fazendo que tivéssemos à nossa disposição uma ferramenta poderosa, para
enfrentarmos as mudanças e os desafios que estarão cada vez mais presentes neste século
XXI.
Parabéns, Prof. Dr. Klaus Schlünzen Junior.
Domingos Tadakazu Hiroto
Diretor-presidente de Bebidas Wilson Indústria e Comércio Ltda.
Quarta capa
O mercado está cada vez mais competitivo e hoje a formação dos funcionários de uma
empresa é um diferencial para manter e conquist
SUMÁRIO:
Prefácio
Introdução
1 Modelos de organização industrial
Sistemas de Produção Industrial
O Sistema de Produção Enxuta
Sistema de Produção Pós-Enxuta
2 Formação de recursos humanos nas empresas e aprendizagem organizacional
Aprendizagem Organizacional
O computador no Processo Ensino-Aprendizagem
A avaliação da Aprendizagem Organizacional
Uma proposta para a criação de um Ambiente de Aprendizagem Organizacional
3 Ambientes construcionistas para aprendizagem organizacional
A construção de Ambientes Construcionistas para Aprendizagem Organizacional
Design de Interfaces
Exemplos de Ambientes Construcionistas de Aprendizagem Organizacional
O ciclo Descrição-Execução-Reflexão-Depuração: Um exemplo com o Jogo do Alvo
Os Cenários: uma contribuição do software Construcionista para a Memória Organizacional
4 O trabalhador multiplicador de conhecimento: uma metodologia de capacitação
O Facilitador da Aprendizagem: uma idéia que não deu certo
O Trabalhador Multiplicador-Parceiro: um Trabalhador de Conhecimento que deu certo
O Método de Avaliação da Aprendizagem
Uma síntese da Metodologia de Formação e Avaliação Construída
5 Resultados da formação
A Avaliação Cognitiva
A Avaliação Procedimental
A Avaliação pelo Desempenho
A Avaliação Emocional e Afetiva
Transformando a produção da Delphi-Harrison de Qualificada para Qualificante
6 Considerações finais
Referências bibliográficas
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