SINOPSE:
Existe uma dimensão visual na música? Para responder a essa pergunta, a autora retoma
aspectos históricos e estéticos que relacionam o sonoro ao visual, pesquisando em
estudos já realizados, as relações dos sons com as cores, com o espaço e com as
imagens. Debruça-se sobre o compositor húngaro György Ligeti (1923), que realiza
trabalhos que aproximam as obras musicais contemporâneas de um público não
especializado e oferece uma experiência do que poderia vir a ser uma audição
multissensorial na qual mesmo as pessoas não habituadas ao repertório contemporâneo se
sintam incluídas. A autora relaciona a filosofia e a psicologia com a estética e a
história, mostrando como as obras de arte auditivas ou visuais podem ser fruídas com
maior prazer.
ORELHAS:
A missão da Fundação Nacional de Artes - Funarte é trabalhar para o desenvolvimento das
artes no País. Como entidade pública, seu foco é o cidadão brasileiro. O atual sistema
de financiamento às artes prioriza a produção de eventos, em detrimento de outras áreas
da ação cultural, e percebemos que, dentre essas, a mais prejudicada é a formação
artística.
Todo fenômeno artístico se completa na sua fruição social. Ao menosprezar a formação
artística, colabora-se para atrofiar e amesquinhar todo o processo artístico. Com a
arte desenvolvemos o pensamento sensível, tão importante para o desenvolvimento humano
quanto o pensamento simbólico.
A arte é componente fundamental da formação. Familiarizar os cidadãos com os mecanismos
de produção e percepção estética significa ampliar sua capacidade criativa e levar sua
formação para muito além do ensino formal.
Com objetivo de atender à demanda por uma produção intelectual mais robusta sobre a
prática da formação artística, a Funarte e a Fundação Editora da Unesp apresentam a
coleção Arte e Educação, que visa preencher uma lacuna notada por artistas e arte-
educadores de todo o Brasil.
A iniciativa integra o escopo de políticas públicas da Funarte, por fornecer matéria de
reflexão sobre o tema da formação artística e por impulsionar a formação de novos
públicos fruidores de cultura. A coleção Arte e Educação inaugura uma série de
iniciativas da Funarte, que passa a ter na formação artística uma de suas prioridades.
Celso Frateschi
Presidente da Funarte
Quarta capa
A autora retoma aspectos históricos e estéticos que relacionam o sonoro ao
visual, pesquisando em estudos já realizados das relações dos sons com as cores, com o
espaço e com as imagens. Debruça-se, assim, sobre teorias da unidade dos sentidos,
estudando a relação entre os sons e a corporeidade plástica, além de pesquisar
especificamente os elos entre as artes plásticas e a música. Nesse sentido, retoma a
importância do conceito de sinestesia, considerando o homem um ser sensível às mais
diversas manifestações artísticas. Partindo da obra do compositor húngaro contemporâneo
Györgi Ligeti, o livro mostra como o artista realiza trabalhos que aproximam as obras
musicais contemporâneas de um público não especializado e oferece uma experiência do
que pode vir a ser uma audição multissensorial.
Sobre a autora
YARA BORGES CAZNOK é mestre em Psicologia da Educação (PUC/SP), doutora
em Psicologia Social (USP) e concentra suas pesquisas na área de Percepção Musical. É
professora no Instituto de Artes da UNESP desde 1993 e co-autora do livro Ouvir
Wagner / ecos nietzschianos (Musa, 2000)
SUMÁRIO:
Prefácio
Por uma obra de arte total
Introdução
Como as pessoas escutam música?
1 O sonoro e o visual: Aspectos históricos e estéticos
Os sons e as cores
Os sons e o espaço
Os sons e as imagens
2 A unidade dos sentidos
Os sons e a corporeidade plástica
As artes plásticas e a música
Sinestesias
3 György Ligeti e o ouvido vidente
Ouvir ligetianamente
Contextualização histórica e estética
Análise de obra: Continuum, para cravo solo
Considerações finais
A poética da unidade dos sentidos
Referências bibliográficas
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