SINOPSE:
O livro é um grito de alerta e de inquietação quanto aos rumos que a medicina vem
tomando, tanto no aspecto de sua excessiva comercialização como no de uma
especialização desmedida que deixa de conceber os organismos como um todo. O autor,
professor de Medicina da Universidade René Descartes (Paris V), acredita que é preciso
restabelecer a aliança entre especialistas e pesquisadores, reabilitar a profissão de
clínico geral e divulgar constantemente o conceito de que a medicina está em permanente
evolução.
ORELHAS:
Uma das ciências que mais evoluíram no século XX foi a medicina. Cirurgias e
medicamentos estão cada vez mais eficazes no combate aos cânceres, doenças cardíacas e
depressões, enquanto exames computadorizados facilitam a prevenção de doenças. A
tecnomedicina, porém, com sua tendência a considerar antes os exames que propriamente
as pessoas, poderia levar os futuros médicos a deixarem de lado uma questão
fundamental: que a saúde e a felicidade do paciente são o objetivo último da ação
médica. Professor de medicina da Universidade René Descartes (Paris V), o médico
francês Philippe Meyer mostra que os médicos não se ocupam mais de tecidos doentes, mas
de moléculas e células. Nessa busca pelo conhecimento do infinitamente pequeno, em que
o futuro indica o tratamento de enfermidades pelo tratamento de deficiências gênicas,
corre-se o grande risco de se perder de vista o paciente como um todo. A modernidade
médica traz novas questões éticas, que obrigam o profissional da área a refletir sobre
o humanismo do médico e a sua obrigação de respeitar a personalidade do paciente. Em
síntese, a medicina pouco eficaz e personalizada dos anos 1950 cedeu espaço a um
progresso médico que acumula técnicas e fragmentação. Nesse processo, fracassa muitas
vezes no fornecimento de informação e acompanhamento ao paciente desde antes de seu
nascimento até a morte. O avanço das pesquisas, no entanto, não pode deixar de lado a
individualidade de cada paciente. Para Meyer, os geneticistas têm um importante papel,
mostrando que a medicina somente pode ser humanizada no momento em que assumir a sua
responsabilidade social, tratando dignamente cada homem que sofre, seja no atendimento
domiciliar seja no processo terapêutico.
Quarta capa
Este livro lança um grito de alerta e de inquietação contra a medicina
praticada atualmente no mundo. Objetiva reconstruir uma prática médica que busque,
acima de tudo, a felicidade humana. O desenvolvimento tecnológico, para o autor, não
pode ignorar a individualidade de cada paciente. O essencial é que especialistas e
pesquisadores retomem o diálogo, reabilitando a profissão do médico generalista, a sua
responsabilidade médica e o amor pelo homem.
Sobre o autor
PHILIPPE MEYER - Médico francês, Professor de Medicina da Universidade
René Descartes (Paris V).
SUMÁRIO:
Prólogo
Introdução
1 Responsabilidades e irresponsabilidades, filhas do progresso
2 Um paradigma de responsabilidades médicas
3 Outras perdas de responsabilidade
4 O hospital do século XXI
5 Dificuldades da pesquisa
6 A respeito dos doentes
7 Reformas incompletas
8 Irresponsabilidade institucional: Previdência Social
9 Irresponsabilidade institucional: educação médica
10 Quebrar barreiras
11 Os novos deveres do médico: a informação do doente
12 Os novos deveres do médico: o respeito pela morte
Conclusões
Posfácio
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