SINOPSE:
(Semanário humorístico editado por Ângelo Agostini, Américo de Campos e Antônio Manoel
dos Reis, 1866-1867) O Cabrião foi o mais conhecido periódico humorístico de caricatura
publicado, em São Paulo, durante o Império. Editado por um dos maiores precursores da
caricatura e da ilustração da época, Ângelo Agostini junto com dois grandes
jornalistas, Américo de Campos e Antônio Manoel dos Reis, o Cabrião circulou somente
durante um ano. Esta edição que agora vem a público, fac-similar, oferece um divertido
retrato político, social e eclesiástico daquela época. Co-edição: Imprensa Oficial.
ORELHAS:
Há mais ou menos um século e um quarto que o Brasil culto e ridente pungia saudades do
Diabo Coxo e do Cabrião. Principalmente o Brasil dos capítulos da inteligência mordaz,
da crítica apta a sorrir enquanto morde, da crônica dos veículos impressos que marcaram
estágios e avanços na maneira de pensar, escrever, noticiar, verberar, destruir. Enfim,
de amolar a paciência alheia, tarefa na qual Diabo Coxo e Cabrião se tornaram
especialistas com distinção e louvor. Tudo tendo por centro a pena e o talento de
Ângelo Agostini que interpretou à perfeição o papel de um e de outro: diabo e cabrião.
Esclareçamos: Diabo Coxo e Cabrião foram dois jornais "humorísticos" que durante parte
dos anos 60 do século XIX tiraram o sono e motivaram gargalhadas nos meios políticos,
sociais, eclesiásticos da São Paulo provinciana. Morreram - as revistas - não por falta
de sucesso jornalístico, mas por escassez do oxigênio vital: os contos de réis, ao
tempo. Felizmente, o Cabrião está de volta numa reimpressão fac-similar, devida, quanto
ao patrocíio - Hosana! Ave! Salve! -, à UNESP - Universidade Estadual Paulista. Eis a
Universidade na plenitude da sua função: agasalhar a cultura, consolidar os valores,
dar espaço aos que inovam. Ademais da grata surpresa de ver a UNESP atender ao apelo da
Imprensa Oficial do Estado de São Paulo visando possibilitar a reimpressão da revista
marco de um tempo e de um modo de ser paulistano, outras admirações são despertadas
pelo relançamento. (Da Apresentação à 2ª edição)
Sobre o organizador
DÉLIO FREIRE DOS SANTOS - pesquisador, organizador e autor do texto
introdutório "Primórdios da imprensa caricata paulistana, o Cabrião" - é Advogado
formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. É secretário-geral da
Academia Paulista de História, onde ocupa a cadeira nº 19, e sócio emérito do Instituto
Histórico e Geográfico de São Paulo, tendo sido diretor da Biblioteca Afonso de Taunay
e da hemeroteca Júlio de Mesquita. Exerce, ainda, o cargo de Administrador do Cemitério
da Consolação. Dentre outras atividades, é conferencista e autor de várias publicações
sobre museologia, periódicos humorísticos do Império; iconografia do século XIX,
história e arte nos cemitérios, história da cidade de São Paulo, entre outros. Foi
agraciado com a Medalha Anchieta e o Diploma de Gratidão da Cidade de São Paulo,
concedidos pela Câmara Municipal de São Paulo.
SUMÁRIO:
PREFÁCIO À 1ª EDIÇÃO
APRESENTAÇÃO À 1ª EDIÇÃO
APRESENTAÇÃO À 2ª EDIÇÃO
O CABRIÃO ESTÁ DE VOLTA! BEM-VINDO, CABRIÃO!
PRIMÓRDIOS DA IMPRENSA CARICATA PAULISTANA: O CABRIÃO
A caricatura através dos tempos
O jornalismo humorístico brasileiro no Império
Primórdios da imprensa humorística paulistana
O Pensador
O Escorpião
O Meteoro
Diabo Coxo
Cabrião
ÍNDICE ONOMÁSTICO E DE ASSUNTOS
ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES
Cabrião (nº 1, de 30.9.1866 ao nº 13, de 16.12.1866)
Cabrião (nº 14, de 6.1.1867 ao nº 27, de 7.4.1867)
Cabrião (nº 28, de 14.4.1867 ao nº 39, de 30.6.1867)
Cabrião (nº 40, de 14.7.1867 ao nº 51, de 29.9.1867)
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