SINOPSE:
Nas últimas décadas, Cubatão tornou-se símbolo do caos e da devastação ambiental
resultantes do crescimento desenfreado. Este livro, resultado da cooperação científica
entre pesquisadores da UNESP, da Unicamp e do Instituto Florestal da Secretaria do Meio
Ambiente de São Paulo, com apoio do CNPq, vem preencher a gigantesca lacuna existente
entre as especulações e a constatação científica do arrasador efeito da poluição do ar,
do solo e das águas, tornando-se referência obrigatória tanto para a comunidade
ambientalista, quanto para os órgãos públicos responsáveis. E sem prejuízo de sua
objetividade, representa também um apaixonado manifesto pela preservação da Mata
Atlântica, constituindo-se, sem dúvida, em um marco na luta pela implementação de
políticas ambientais efetivas. (Co-edição: Editora da Unicamp).
ORELHAS:
No decorrer da última década, Cubatão tornou-se o símbolo do caos e da devastação
ambiental resultantes de um crescimento desenfreado, que na ótica dos economistas da
ditadura militar era designado desenvolvimento. No início da década de 1980 os
problemas ambientais e de saúde pública, decorrentes da poluição oriunda do Pólo
Petroquímico, uniram, pela primeira vez no País, pesquisadores e ambientalistas.
Resultados de pesquisas desenvolvidas, principalmente na área médica, serviram de
subsídios para as ações movidas pelas entidades ambientalistas contra as indústrias do
Pólo. Os problemas de Cubatão foram tema de centenas de reportagens no Brasil e no
exterior. Faltava, entretanto, um melhor conhecimento da estrutura, composição e
dinâmica do ecossistema que estava sendo devastado. A falta de embasamento científico e
a necessidade de tomar medidas de impacto na mídia, para responder às pressões de uma
população cada vez mais consciente da problemática ambiental, levaram às mais
equivocadas tentativas de recuperação do grande anfiteatro que circunda Cubatão. Este
excelente livro, que resume os resultados de um projeto de pesquisa desenvolvido no
âmbito das Linhas de Ação em Botânica do CNPq, vem preencher a gigantesca lacuna entre
as especulações e a constatação científica do arrasador efeito da poluição do ar, do
solo e das águas. Conseqüentemente, a obra torna-se um documento de referência
obrigatória, tanto para a comunidade ambientalista, que passa a dispor de argumentos
científicos para a luta preservacionista e para ações legais, quanto para os órgãos
públicos responsáveis pelo planejamento e implantação de medidas saneadoras. Ressalte-
se ainda que os autores não se preocuparam apenas em constatar a situação. Num esforço
incomum em obras dessa natureza, o capítulo final apresenta, de forma clara e
detalhada, a receita para a solução, a médio prazo, dos principais problemas da região.
O texto, de leitura fácil e compreensível, é, acima de tudo, um apaixonado manifesto
pela preservação da Mata Atlântica, um ecossistema ímpar pela sua exuberância e
elevadíssima biodiversidade. Parabenizo os autores pela oportunidade e qualidade da
publicação, que será sem dúvida um marco na luta pela implantação de políticas
ambientais efetivas. Chega de espetáculos pirotécnicos e discursos de impacto. Carlos
Alfredo Joly. Instituto de Biologia - UNICAMP.
Quarta capa
Natura Naturata abrigará publicações que digam da natureza e dos seus modos. A
análise das coisas do mundo conviverá com a polêmica sobre as intervenções humanas.
Multidisciplinar, procurará ampliar o fragmento enciclopedista: Natureza significa às
vezes o sistema do mundo, a máquina do universo, ou a reunião de todas as coisas
criadas.
Sobre os autores
HERMÓGENES DE FREITAS LEITÃO FILHO (Organizador) - Departamento de Botânica - Instituto
de Biologia - Universidade Estadual de Campinas - Unicamp.
SERGIO NEREU PAGANO - Departamento de Botânica - Instituto de Biociências de Rio Claro -
Universidade Estadual Paulista - UNESP.
OSWALDO CESAR - Departamento de Botânica - Instituto de Biociências de Rio Claro -
Universidade Estadual Paulista - UNESP.
JOSÉ LUIS TIMONI - Instituto Florestal - Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São
Paulo.
JAIRO JIMÉNEZ RUEDA - Departamento de Geologia Aplicada - Instituto de Geociências e
Ciências Exatas de Rio Claro - Universidade Estadual Paulista - UNESP.
SUMÁRIO:
Introdução
Solos
Ciclo da água
Composição florística do estrato arbóreo
Estrutura fitossociológica
Aspectos da ciclagem de nutrientes
Conclusões e perspectivas
Referências bibliográficas
|