SINOPSE:
Em o animal que logo sou, Derrida trabalha com o tema central de sua obra, o conceito
de "animal". Fazendo distinção entre "coisas" e "seres viventes", o autor discorre
sobre algumas questões, como: Será que as coisas têm existência da mesma forma que os
seres viventes? O que é vida? Animais são considerados seres vivos? Por quê? O que é
consciência?, entre outras. De Aristóteles a Lacan, passando por Descartes, Kant,
Heidegger e Levinas, o filósofo francês traz um importante estudo para o entendimento
do que é "existir". O texto que compõe este livro foi apresentado pelo próprio autor no
Coló-quio de Cerisy realizado em 1997 e dedicado à noção derridiana de "animal", do
qual se originou a publicação L´animal autobiographique contendo textos de vários
especialistas na obra de Derrida.
ORELHAS:
Como é do conhecimento de freqüentadores da obra de Derrida, a noção de "animal" há
muito tempo desempenha papel significativo no pensamento do autor. Em trilhas já
freqüentadas por Heidegger e Levinas, este ensaio explicita a relevância das idéias
associadas de "animalidade" e "ser vivente" e exibe a rede de conexões que elas mantêm
com um enorme leque de questões que se estende da epistemologia, metafísica e ética à
literatura. Derida, o mago absconso, abre assim mais uma tantalizante fresta de acesso
ao multifacetado universo em que circula.
Quarta capa
"A força mito-poética do que o leitor está prestes a ler não há de escapar à
sensibilidade de uma leitura atenta. Da crueldade à nudez, da loucura à nominação, da
negação à teimosia do idiota que interroga incessantemente o que todos parecem convir
não considerar, este trabalho parece ter a vocação de um texto fundador."
Sobre o autor
JACQUES DERRIDA (1930- ), filósofo franco-argelino, é provavelmente um dos nomes mais
importantes e polêmicos do cenário intelectual contemporâneo. Desde a década de 1960,
seus trabalhos sobre a teoria da escritura e a definição do programa de pesquisa
desconstrucionista lhe valeram notoriedade e uma eclética e ilustre falange de
opositores, notoriedade e oposição que o acompanhariam ao longo de toda a sua carreira.
Após ter lecionado na Sorbonne, de 1960 a 1964, e na École Normale Superieure, entre
1964 e 1984, Derrida atualmente dirige a École des Hautes Études en Sciences Sociales,
em Paris. É autor de uma obra numerosa que inclui De la grammatologie (1967), Vérité en
peinture (1978) e Du droit à la philosophie (1990).
SUMÁRIO:
Sumário
Apresentação, Fábio Landa
O animal que logo sou
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