PREÇO
R$ 32,00
ISBN: 9788571397330
Assunto: Ciências
Idioma: Português
Formato: 14 x 21cm
Páginas: 248
Edição:
Ano: 2007
Acabamento: Brochura com orelhas
Peso: 317g

CONHECIMENTO E IMAGINÁRIO SOCIAL
 
ESCRITOS SOBRE CIÊNCIA E RELIGIÃO
 
 
PROMESSAS DO GENOMA

AUTOR(ES):
LEITE, MARCELO


SINOPSE:
Nenhum outro assunto obteve tanta projeção nos meios de comunicação, sejam eles leigos 
ou especializados, nos últimos anos como o Projeto Genoma Humano (PGH). É esse projeto 
de pesquisa biológica que se encontra no centro de gravidade deste livro, que busca 
analisar o motivo e a forma pela qual as tecnologias da vida desencadearam tanta 
comoção. A tese central do autor é que tal comoção só se explica pela mobilização 
retórica e política, nas interfaces com a esfera pública leiga, de um determinismo 
genético crescentemente irreconciliável com os resultados empíricos obtidos no curso da 
própria pesquisa genômica.
 
O autor analisa os textos produzidos pelos biólogos moleculares e seus críticos, tanto 
aqueles voltados para o público mais especializado e publicados em periódicos que têm 
no entanto ligação clara com a esfera pública leiga (como as revistas Nature e Science) 
quanto artigos, entrevistas, ensaios e livros dirigidos por eles diretamente ao 
público, no que se convencionou chamar de divulgação científica. a fim de acompanhar as 
variações nos graus e nas formulações de determinismo genético entre autores e gêneros 
de publicação, assim como ao longo do tempo, para extrair conclusões, relevantes para o 
pensamento social e para a sociologia da ciência, das transformações em seus usos 
retóricos.

ORELHAS:
Originário de tese de doutorado defendida na Unicamp, este livro busca romper as 
rígidas barreiras que a sociedade ocidental insiste em colocar entre a biologia e 
sociedade, como se a natureza e a cultura fossem mundos absolutamente separados.

Questiona ainda a dicotomia tradicional entre uma visão otimista (prometéica) e 
pessimista (faústica) da técnica e da ciência, apresentando a idéia de que não se pode 
pensar o mundo contemporâneo sem incluir nele as ciências naturais. Para desenvolver o 
tema, o autor analisou textos, entre 2000 e 2003, sobre o Programa Genoma Humano (PGH), 
publicados em revistas como Nature e Science e artigos, entrevistas, ensaios e livros 
de divulgação científica, produzidos por biólogos moleculares e seus críticos.

Inicialmente, Marcelo Leite analisa esses discursos para, depois, realizar uma 
apreciação mais técnica, do ponto de vista da teoria biológica, da filosofia e da 
biologia, do questionamento do determinismo genético unidimensional e unidirecional de 
que o gene é uma mensagem em código-DNA que determina uma proteína, função ou 
característica fenotípica.

O autor mostra como esse conceito entrou em crise quando se soube que os genes não 
determinam sozinhos as características herdadas, não são os únicos recursos 
desenvolvimentais transmitidos entre gerações e não constituem a única partícula sobre 
a qual age a seleção natural.


Quarta Capa

Ao analisar textos ligados ao Programa Genoma Humano (PGH), o autor discute se a 
chamada Era da Biotecnologia ou Era do Genoma merece mesmo a centralidade que lhe é 
conferida pela mídia. Aponta que a complexidade empiricamente constatada da arquitetura 
do genoma e de suas interações com a célula, o organismo e o meio circundante 
desautorizam a manutenção da causalidade simples e unidirecional que entendia o gene 
como único portador de informação, princípio que dá suporte a raciocínios baseados na 
ação gênica, no determinismo genético e no genocentrismo.
       
Para o autor, se, por um lado, a informática é mais importante no mundo da produção, as 
biotecnologias, principalmente em confluência com a própria informática e a 
nanotecnologia, podem se tornar determinantes para o dinamismo da economia pelo poder 
de afetar os sujeitos não só como produtores de cultura, mas também na sua própria 
existência material.


Sobre o Autor

Marcelo Leite, doutor em Ciências Sociais, é jornalista free-lancer e colunista do 
jornal Folha de S.Paulo. É autor dos livros Os alimentos transgênicos (2000), A 
floresta amazônica (2001) e O DNA (2003), todos pela Publifolha. Pela Editora Ática, 
publicou os livros paradidáticos Amazônia, Terra com Futuro (2005), Meio Ambiente e 
Sociedade (2005) e Pantanal, O Mosaico das Águas (2006).

SUMÁRIO:
Prólogo

1 Ecos deterministas no Genoma Humano
2 Outras biologias: sistemas de desenvolvimento
3 Armadilhas do determinismo tecnológico
4 Metáfora e crítica do gene como informação

Epílogo
Referências bibliográficas
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