SINOPSE:
"Este livro reflete sobre as complexas relações estabelecidas entre o processo de
globalização e as políticas de desenvolvimento, além de identificar o papel do Estado
nacional como elemento decisivo nessa conexão. Apresenta-se um quadro das discussões
sobre o fenômeno, suas origens, suas interpretações e seu impacto no tema do dossiê,
isto é, demarca-se a formulação e a implementação de políticas publicas nesse novo
ambiente."
ORELHAS:
Os ensaios deste livro examinam as relações complexas que se estabelecem entre o
processo de globalização e as teorias e políticas de desenvolvimento, na segunda metade
do século XX. O Estado nacional é elemento decisivo nessa conexão, tanto no papel de
ator político como na situação de arena em disputa.
O primeiro capítulo desenha um quadro da literatura sobre a globalização, suas origens,
suas interpretações e de seu impacto na formulação e implementação de políticas
publicas. Delineia-se uma trajetória: do "capitalismo organizado" (1870-1970) à sua
crise de identidade (na década de 1970) e a emergência do capitalismo re-organizado
pelo processo de globalização. O segundo capítulo relata a constituição da chamada
Economia do Desenvolvimento. Parte de uma forte intuição: apreender a história de uma
idéia é passo importante para a aferição de suas virtualidades. Assim, uma série de
questões formuladas há cerca de meio século, pela economia do desenvolvimento e pela
teoria da "modernização", segue modelando nossa compreensão dos problemas atuais, no
campo da economia política internacional.
O terceiro capitulo expõe os dilemas da "teoria da modernização", tentativa de
economistas e outros cientistas sociais (da antropologia, da sociologia, da psicologia
social, da ciência política), no sentido de construir modelos analíticos (com
inspiração e implicação normativas muito evidentes) que enquadrassem os paises do
chamado Terceiro Mundo.
Aparecem aí as diferentes metamorfoses pelas quais passa uma convicção enraizada: os
paises 'adiantados' e suas elites políticas e intelectuais teriam a possibilidade e a
responsabilidade de conduzir ao caminho da razão e do progresso os povos "cabeçudos" do
Terceiro Mundo. A modernização dos subdesenvolvidos aparece ao lado das crenças sobre a
natureza e as propensões da sociedade norte-americana, geradora principal das teorias
da modernização.
Reconstruir os impasses das teorias do desenvolvimento é mais do que um ensaio de
história das idéias. É também um exercício que ajuda a pensar o presente e, quem sabe,
tornar menos nebulosas as escolhas do futuro.
Quarta capa
Na virada deste milênio, a economia internacional costuma ser associada à idéia de
globalização. E a globalização é, freqüentemente, apresentada como um processo que
reduz ou mesmo anula o papel político dos Estados nacionais. O primeiro ensaio deste
livro examina essas relações, mais complexas do que supõe aquela narrativa corriqueira.
Em seguida, reconstitui-se a história das teorias do desenvolvimento, as reflexões que
tentavam enquadrar os países "periféricos" no desenvolvimento capitalista
internacional. E o Estado nacional volta à cena como elemento decisivo, tanto no papel
de ator político quanto na situação de arena em disputa. Mais do que uma reconstrução
do passado, sempre necessária, temos aqui, também, um exercício que ajuda a pensar as
escolhas do presente.
SUMÁRIO:
Apresentação
Capítulo 1
Globalização: vida, paixão e morte do Estado nacional?
Capítulo 2
A economia do desenvolvimento nos "25 Gloriosos" do pós-guerra
Capítulo 3
Teoria da modernização
Reformar países atrasados, missão recorrente dos civilizadores
Bibliografia
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