SINOPSE:
Os três ensaios que compõem esta obra foram escritos em estilos diferentes. "Um Ensaio
sobre Scians" seguiu o estilo aforístico, adotado por Francis Bacon e William Whewell,
estilo de exposição que leva em consideração o interesse do leitor, já que a subdivisão
em tópicos desobriga-o de ler sobre assuntos que não o interessam. O segundo, "A
Descoberta Científica Pode Ser Premeditada?", começa com uma conferência proferida em 5
de junho de 1980, no encontro que reuniu a American Philosophical Society da Filadélfia
e a Royal Society de Londres. Já o principal ensaio, "Os Limites da Ciência", é para
justificar a incapacidade da ciência de responder as questões últimas, repetidamente
referidas neste ensaio, as quais o autor demonstra estarem além da competência
explanatória da ciência, apesar de a considerar um grande e glorioso empreendimento, o
mais bem-sucedido argumento no qual o ser humano já se engajou.
ORELHAS:
Tratar a filosofia num livro breve, mas que não perca a profundidade é o objetivo desta
obra, escrita por Peter Medawar (Rio de Janeiro, RJ, 1915 - Londres, Inglaterra, 1987),
cientista britânico nascido no Brasil. Premiado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina
em 1960, por pesquisar o sistema imunológico dos animais, ele oferece três ensaios em
estilos diferentes.
Em "Um Ensaio sobre Scians" foi utilizado o estilo aforístico, adotado por Francis
Bacon e William Whewell em muitos de seus escritos. Trata-se de uma forma de
apresentação que leva em consideração principalmente o interesse do leitor, pois a
subdivisão em tópicos facilita a leitura dos itens que o interessam.
O segundo ensaio, "A Descoberta Científica Pode Ser Premeditada?", começa com uma
conferência proferida em 5 de junho de 1980, durante o encontro que reuniu a American
Philosophical Society da Filadélfia e a Royal Society de Londres, já o principal
ensaio, "Os Limites da Ciência", foi escrito no formato de um pequeno livro.
A preocupação da obra é discutir como o crescimento da ciência é autolimitado, ou seja,
vai diminuindo e finalmente chega a uma estagnação, como conseqüência do próprio
processo de crescimento. Questiona-se ainda se pode haver algum limite intrínseco para
o crescimento do entendimento científico, seja ele cognitivo (apreensão e absorção pela
consciência) ou lógico (originado da própria natureza do raciocínio).
Quarta capa
Peter Medawar define-se como cientista profissional e amante da ciência e, no terceiro
ensaio, que intitula o livro, mostra justamente a incapacidade da ciência de responder
algumas questões que assolam o homem através dos tempos. Ele argumenta que, apesar
dessa aparente imperfeição, a ciência é um grande e glorioso empreendimento, "o mais
bem-sucedido no qual o ser humano já se engajou".
Ele conclui que censurar a ciência pela sua incapacidade de responder todas as questões
que gostaríamos que ela respondesse é tão insensato quanto censurar uma locomotiva por
não poder voar ou por não poder realizar qualquer outra operação para a qual não foi
projetada. Nesse sentido, discute questões como a autolimitação da ciência.
Sobre o autor
Peter Brian Medawar (nascido em 28.2.1915, em Petrópolis (RJ), e falecido em
12.10.1987, em Londres), graduou-se em Zoologia em 1935 na Magdalen College. Foi
professor de Zoologia na Universidade de Birmingham (1947-51) e University College,
Londres (1951-1962). Diretor National Institute for Medical Research (1962-1971) e
professor de Medicina Experimental da Royal Institution (1977-1983). É autor de The
Uniquiness of the Individual (1957), The Future of Man (1959), The Art of Soluble
(1967), The Hope of Progress (1972), The Life Science (19771), Pluto's Republic (1982)
e de sua autobiografia Memoirs of a Thinking Radish (1986).
SUMÁRIO:
Prefácio
Um ensaio sobre scians
A descoberta científica pode ser premeditada?
Os limites da ciência
Resumo
1. Plus Ultra?
2. O crescimento da ciência é autolimitado?
3. Existe uma limitação intrínseca ao crescimento da ciência?
4. Onde Plus Ultra prevalece
5. Para onde, então, devemos nos voltar?
6. O propósito da explanação transcendental e se a religião satisfaz tal propósito
7. A questão da existência de Deus
Índice remissivo
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