SINOPSE:
"Este livro examina como os retardatários avançaram em um ambiente em que o
conhecimento era de difícil acesso e constituía uma barreira à entrada erigida pelas
empresas estabelecidas. Analisa as propriedades gerais do "aprendizado puro", ou da
industrialização "tardia", com base inicialmente em tecnologias que já eram
comercializadas por empresas de outros países. O comportamento em mercado de economias
que se industrializaram durante a Primeira e a Segunda Revoluções Industriais com o
auxílio de tecnologias radicalmente novas mostra-se distinto do comportamento em mercado
de economias que se industrializaram na ausência de quaisquer produtos ou técnicas de
produção originais, ambos tendo requerido diferentes políticas, instituições e teorias
para que o desenvolvimento econômico tivesse sucesso. Por ser exclusivo e específico de
cada empresa, o conhecimento é tudo, menos universalmente disponível e gratuito. Ele é a
chave para o desenvolvimento econômico, que envolve uma conversão da criação de riqueza
centrada em ativos primários baseados em produtos na criação de riqueza centrada em
ativos baseados no conhecimento."
ORELHAS:
Depois de um século de lutas, uma dúzia de países fora do tradicional eixo desenvolvido
(Europa--América do Norte), de experiência manufatureira anterior à Segunda Guerra,
alcançaram a órbita da indústria moderna. A ascensão do "resto" não teve precedentes.
Pela primeira vez, países sem o acervo competitivo de tecnologia pioneira básica
tornavam-se potências econômicas. Como se firmou a industrialização entre esses tardios
ingressantes, por que seguiram novos caminhos e o que alguns países fizeram para avançar
mais do que outros, essas são algumas das questões enfrentadas por este livro.
A mesma semente é identificada em todo o florescimento do "resto", semente que
originalmente germinou no Japão e depois cresceu como plantas pujantes em vasos de
diferentes formas e tamanhos, estendendo-se da América Latina (Argentina, Brasil, Chile
e México) ao Oriente Médio (Turquia) e Ásia (Índia, China, Coréia, Taiwan, Malásia,
Indonésia e Tailândia). Ao industrializar-se pela adoção de tecnologia já disponível,
carente dos produtos e processos radicalmente novos que enriqueceram o Atlântico Norte,
o crescimento do "resto" envolveu intensa aprendizagem, extensivo papel para o governo e
a formação de padrões específicos de ações empresariais. De fato, o mecanismo de
controle específico, característico do "resto", apartou-se da dinâmica da mão invisível
de Adam Smith e serviu para reduzir os fracassos do governo e a má gestão empresarial.
Durante a década de 1990, duas variedades distintas tomaram corpo. Todas as economias do
"resto" tornaram-se mais globalizadas, mas os "integracionistas" (capitaneados pela
filiação do México ao Nafta e pela dolarização da economia Argentina) caracterizaram-se
pela firme dependência do investimento direto estrangeiro e mínimo dispêndio local ao
aperfeiçoamento de habilidades (mensurado pela pesquisa e pelo desenvolvimento). Os
"independentes", liderados por China, Índia, Coréia e Taiwan, notabilizaram-se por suas
empresas com controle nacional e o intenso investimento em capacidade tecnológica. Que
subespécie do "resto" triunfará e qual serviria de modelo para as ainda mais tardias
economias que se industrializam ("os restantes") são problemas que desafiam o século XXI
e são analisados por este livro.
Quarta capa
"Este trabalho inovador abre um novo capítulo sobre a história da industrialização e do
desenvolvimento econômico. Demonstra, com originalidade, clareza e impressionante
erudição, como os temporãos constituíram empresas de propriedade nacional e acervos de
conhecimento necessários para competir em mercados internacionais."
Alfred D. Chandler, Jr., Harvard Business School
"Este é um livro magistral que desafia o paradigma dominante da industrialização tardia
ao identificar o conhecimento e as associadas barreiras de acesso como centrais ao
desenvolvimento. Com magnífica erudição e originalidade, mostra como os participantes
tardios criaram instituições para minimizar 'fracassos de governo'."
Joseph E. Stiglitz, Stanford University
Sobre o autor
Alice Amsden é Professor de Economia Política no Departamento de Estudos Urbanos e
Planejamento no Massachusetts Institute of Technology.
SUMÁRIO:
Apresentação
Prefácio
I. Ficando para trás, de 1850 a aproximadamente 1950
1 A industrialização tardia
2 A ossada dos tecelões manuais
3 Tribulações da transferência tecnológica
4 Investimento em três frentes
5 A importância da experiência manufatureira
II. Avançando furtivamente, a partir de aproximadamente 1950
6 Acelerando
7 Segregação seletiva
8 Empresas líderes nacionais
III. Preparando-se para o confronto, a partir de aproximadamente 1980
9 De mecanismos de controle para mecanismos de resistência
10 O "resto" ascenderá uma vez mais
Referências bibliográficas
Índice remissivo
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